Jacyra Martins da Silveira, que nasceu em Amparo/SP em 26 de junho 1904, viveu nos anos 1920 uma aventura cinematográfica. A jovem era apaixonada por cinema, pelos intérpretes, pelos diretores. Era fã de Von Stronheim e Fred Niblo e sua atriz favorita era a diva Greta Garbo.
Ela casou-se com César Melani, filho de fazendeiros de Franca/SP, em 1923. Com a fortuna da família, em 1930 o casal fundou um estúdio, a Épica Film, no bairro paulistano de Santa Cecília. Para o mundo do cinema Jacyra adotou o nome artístico de Cléo de Verberena e o marido o de Laes Reni.
O primeiro filme do estúdio foi “O Mystério do Dominó Preto”, baseado no livro de Martinho Correa, escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Cléo de Verberena, com o marido no elenco. Com essa façanha Cléo entrou para a história como a primeira mulher a dirigir um filme no Brasil.

Em 1932 o casal mudou-se para o Rio de Janeiro com a intenção de distribuir o filme na capital federal. Ela chegou a acertar sua presença em dois filmes da Cinédia, “Canção do Destino”, de 1931 e “Onde a Terra Acaba” de 1932. Mas isso não se confirmou. O marido morreu e Cléo se afastou da área.
Mais adiante casou-se com o cônsul chileno Francisco Landestoy Saint Jean, mudando-se para Inglaterra e posteriormente para o Chile. Francisco faleceu em 1953. Cléo voltou para São Paulo com o filho Cesar Augusto.
Ela faleceu em 6 de outubro de 1972.
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Em 10-11-2021